Após várias reflexões, algumas das quais partilhei em alguns artigos deste sítio, decidi que a minha prática de karate tinha de mudar de rumo.
A conclusão que cheguei foi que o karate que pratico e ensino esta definitivamente conotado com a sigla jutsu. Essa sigla remete para o sistema de treino original de Okinawa antes das massificações que esta arte marcial sofreu.
Não represento nada nem sou a fonte desse karate, apenas investigo sobre ele, treino-o e transmito-o. Não tenho pretenções de representação ou fundação de organismos, apenas me interessa a sua prática e investigação.
Assim, para mim deixa de fazer sentido argumentos estilistas e limitações técnicas. O karate é uno.
Oportunamente irei elaborar alguns artigos sobre este novo caminho, que apesar de árduo é, para mim, extremamente estimulante.
Não quero de modo algum criticar ou lançar discussões sobre o Karate-Do. Um caminho diferente não é um crítica, mas sim uma abordagem própria e uma auto-reflexão sobre o que se pratica e o que faz sentido. Esta foi a razão da génese desta mudança.
Quero deixar um abraço a todos os que lerem este artigo e os desejos de uma boa época.
Mário Magalhães




2 comentários
Comentários feed para este artigo
Setembro 7, 2010 às 1:42 pm
Jorge Quaresma
Parabens pela tua escolha essa deveria ser a de todos aqueles que se lembram só do Karate desporto que existe porque o JUTSU nasceu primeiro , temos de ser humildes e não esquecer as raizes mas procuralas e aprofundalas no entanto podem caminhar juntas.No meu caso terei gosto em aprender com a tua investigação um abraço de um amigo e aluno.
“UM CINTO NEGRO É UM CINTO BRANCO QUE NUNCA DESISTIO”
Setembro 8, 2010 às 1:14 pm
kunshinoken
Caro Mestre Quaresma:
Obrigado pelo seu comentário. Mas importa aqui referir algo muito importante, eu é que aprendi muito consigo. O Mestre mostrou-me uma realidade do karate que eu não conhecia até à data. Por isso seu aluno serei eu sempre. A sua categoria marcial é uma refêrência para mim. Obrigado por tudo.
1 abraço