Após várias reflexões, algumas das quais partilhei em alguns artigos deste sítio, decidi que a minha prática de karate tinha de mudar de rumo.

A conclusão que cheguei foi que o karate que pratico e ensino esta definitivamente conotado com a sigla jutsu. Essa sigla remete para o sistema de treino original de Okinawa antes das massificações que esta arte marcial sofreu.

Não represento nada nem sou a fonte desse karate, apenas investigo sobre ele, treino-o e transmito-o. Não tenho pretenções de representação ou fundação de organismos, apenas me interessa a sua prática e investigação.

Assim, para mim deixa de fazer sentido argumentos estilistas e limitações técnicas. O karate é uno.

Oportunamente irei elaborar alguns artigos sobre este novo caminho, que apesar de árduo é, para mim, extremamente estimulante.

Não quero de modo algum criticar ou lançar discussões sobre o Karate-Do. Um caminho diferente não é um crítica, mas sim uma abordagem própria e uma auto-reflexão sobre o que se pratica e o que faz sentido. Esta foi a razão da génese desta mudança.

Quero deixar um abraço a todos os que lerem este artigo e os desejos de uma boa época.

Mário Magalhães

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